*Sigh
Diz que nunca ninguém ninguém fez cá 22 anos. E eu digo que nunca antes fiz anos em época de trabalho. Recebi imensas mensagens, e desejos de Parabéns aqui do laboratório e ainda uns Sentimentos. Não sei porquê; eu gosto de fazer 22 anos.
Também deve ser a primeira vez que faço anos sem ter livros para pedir (ter tenho sempre, mas nenhum é particularmente urgente e ainda tenho coisas para ler). E é de certeza a primeira vez que faço anos num laboratório. Com cientistas. Investigadores. Se há uns anos alguém me tivesse avisado de que isto aconteceria, eu teria ficado bastante pasmada.
Ora, o meu dia. Chego de manhã, sou a primeiríssima a chegar para aproveitar a boleia de carro para trazer o bolo. Arrumo-o, faço meia dúzia de cálculos. Segue-se um extracto de células do hipocampo, depois uma quantificação de proteína (que eu detesto fazer, mas graças às ideias da Tati, lá se fez como deve de ser em termos de facilidade)... Ponho um running gel a polimerizar, cantam para mim aquela música antiquíssima designada de Parabéns a Você, e o raio do gel mostra-se curto nas mangas, como Portugal no que toca à modernização (isto foi só para vocês verem como eu consigo citar o Eça). Toca de repetir, ainda mais meia dúzia de cálculos, e agora estou à espera do stacking... E estou nisto. São 5 da tarde e eu ainda não consegui pôr aquilo a correr e sou esperada logo à noite num restaurante.
Vamos a ver como isto acaba.
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4 comments:
Então como é que acabou?!!
Bem tenho a dizer que estou maravilhada com a capacidade de escrita da menina (fui espreitar alguns dos teus outros blogs!) e também do Jeff (benvindo!), fiquei agradavelmente surprendida!!
Bj!
Sim, bom, os outros blogs eram escritos quando eu era pequenita. ;) De qualquer modo, eu gostava de ser Escritora (sim, além de Bióloga), por isso gosto muito de escrever. Tempo é que não há muito.
O dia acabou bem. Fui jantar com a alguns amigos da Licenciatura e comi...mais bolo. Eis a lista de presentes (eu só preciso de um rasgão para ver o que é e ter um ataque de alegria e Obrigada-Obrigada-Obrigada. Ontem cheguei ao ponto de agradecer a toda a gente antes de tirar o resto do embrulho...):
Comecei lindamente. Depois do primeiro presente podia ter ido embora. O Sweeney Todd!! Adorei! Fiquei mesmo esmagada. Depois a mesma amiga deu-me uma caneca que diz "Somos do tamanho do que vemos e não do tamanho da nossa altura - Fernando Pessoa". Não sou muito fã dele, mas fiquei comovida. E ganhei ainda uma caixa de Cappuccinos. Chamou-lhe ela, a minha amiga, um kit de Inverno. É óptimo. Uma caneca para beber cappuccinos numa noite fria e chuvosa, enquanto se vê um homem degolar outros. E nisto a minha amiga diz: ainda falta uma coisa para o kit estar perfeito. E saca de um gato de plástico, pequenito. Mas quando é que esta gente percebe que eu não gosto de gatos? (Na verdade, eu já gostei menos, mas para todos os efeitos tenho a reputação de detestadora de gatos a manter, embora esteja por estes dias na rua da amargura porque já me viram cair de adoração por uns 3. Ainda ontem tivemos cá uma gatita mesmo pequenina, acabada de vir do gatil, com um ar muito assustadito, e eu... Eu detestei. Pois.) Portanto, o kit de inverno serve para tornar uma noite assustadora: caneca de cappuccinos, noite chuvosa, homem a degolar outros enquanto a namorada faz picadinho deles e os serve para o jantar, e um...gato a ronronar ao colo.
Depois deram-me um livro. E eu que achava que não queria nenhum em particular, fiquei passada quando vi qual era: O Herdeiro de Oz, continuação da Bruxa de Oz, do Gregory Maguire. O primeiro é uma trama político-filosófica cujas personagens herdaram do conto infantil apenas o nome. A ler, para quem quiser. Vamos ver como é esta sequela.
O primeiro presente do dia, no entanto, foi do meu Kiki: um dos meus perfumes favoritos, I Love Love. Quando cheguei a casa completamente estafada e me atirei para cima da cama, senti um novo embrulho na mão. Abri os olhos e estava o Kiki muito sorridente a poisar um último presente na minha mão. Era uma agenda. Linda linda linda. Parece de escritora, ou empresária, ou coisa do género. Acho-a muito mal empregada para rabiscar coisas como "fazer isolamento", "ver células", "correr gel". Vou ter de escrever isto em letra muito bonita, se a quiser usar.
E pronto. Confesso que tinha 3 presentes "padrão", dos quais não recebi nenhum, mas fiquei muito contente com os que me deram.
E nisto já tenho 22 anos. =)
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