Tuesday, June 12, 2007

E depois? Afinal há mais quem se questione...

Quero partilhar este pequeno texto que encontrei numa espécie de blog de jovens cientistas como nós apenas porque partilho das opiniões deste menino e porque me parece que os que por aí andam meio indecisos sem saber o que fazer à vida têm mais companheiros no mundo do que pensavam!


http://www.contanatura.net/author_mm.html


"maio 9, 2006

E depois do adeus ñ “Scientist gap year?”

Estando a concluir um doutoramento em Inglaterra, é natural que tenha (e realmente tenho) vários amigos que estejam aproximadamente na mesma fase do processo: a prepararem-se para começar a escrever, em fase de escrita, ou recém-terminados (sortudos). Das várias conversas que tive com eles, um aspecto salienta-se: muitos estão a pensar em deixar a investigação científica e procurar emprego noutras áreas. Em nenhum dos casos a experiência do doutoramento foi desagradável, e portanto não pode ser citada como causa do abandono.
As razões mais comuns são:

1 Experimentar outra coisa para ver se há algo de que se gosta mais; daí eu achar que devia haver uma aceitação e formalização maior de um “gap year” para doutorados em Ciências, tal como funciona o “gap year” em vários países para estudantes que estão entre o 12o ano e a universidade (não em Portugal, infelizmente). Haveria, então, empregos e empregadores específicos para este ano. Atenção que talvez tente desenvolver esta ideia por isso nada de roubar ñ mas opiniões aceitam-se.

2 Querer sair da “torre de cristal”, ou seja, o isolamento social do meio académico, e sentir que se está no mundo real e a contribuir de uma forma mais directa para a sociedade.

3 Poder ter a sensação que se produziu qualquer coisa de tangível ao fim de cada dia.

4 A ideia de que não se tem o espírito de sacrifício e motivação suficiente para ser um bom cientista.

Não acho que seja necessariamente mau haver doutorados em Ciência a querer sair do meio académico. O problema é se começa a ser a maioria (o que parece estar a acontecer aqui em Inglaterra), e/ou se for principalmente pela razão 4. Aí convém repensar o papel de um doutoramento e a percepção do que é um bom cientista. Apesar disto ainda não estar a acontecer ainda em Portugal, já está a acontecer com doutorados portugueses no estrangeiro. E quando começar a haver outras opções em Portugal para doutorados em Ciência também vai começar a acontecer no nosso país. É um assunto que tem de ser debatido, portanto."

8 comments:

wm said...

pois é!
somos muitos!

um beijo para ti minha lindona
saudades

Jo said...

Mas, mas, mas, ... eu queria ser uma cientista!!! Buá!!!
Ás vezes pergunto-me verdadeiramente, assim a sério, se sou demasiado idealista, porque parece que estou a remar contra a maré, e olhando assim de repente as coisas também não me correm mais maravilhosamente que aos outros!!
Eu com a minha falta de auto-confiança consigo ser optimista!!Isto faz sentido, sequer??
Mas a verdade é que acredito que a ciência pode existir em portugal e que podemos fazer dela a nossa profissão! Claro uns com mais exitos que outros, concordo com muita dedicação, muito degaste, muita turra na parede ...
Depois não há profissões ideiais ou há??

Sandra said...

Que linda!!!...falamos daqui a 3 anos! lol

Agora a sério, nem tudo é suor e sangue, isso é óbvio, tb tem coisas mt boas e o fazer pensar é uma delas!!

Agora, a questão fundamental é se a partir de dada altura a pessoa quer dar tudo pela carreira, carreira essa que demora a vir...e enquanto n vem, há mt que penar!!! Como diz o Sukas, é preciso ter paixão pela coisa toda, otherwise my friend we're fucked!!

No fim de contas, penso sinceramente que nos vamos sair todos bem e quando publicarmos vamos olhar para o paper como um pequeno bébé durante muito tempo...e isto sim vai ditar o quanto gostamos disto ou não. Até lá há dúvidas, claro, mas isso tb faz parte da nossa capacidade extraordinária de nos inquietarmos com a vida e torna-nos mais humanos...

Resumindo e concluindo, Joana, FORÇA AÍ!!

Jo said...

:(( Sp a gozar comigo!!!
Primeiro o Sukas não é exemplo para ninguém!! E não vale a pena debater os porquês!!:p

Eu concordo que tens de abdicar de algumas coisas para construir essa dita carreira, e que no fim de contas o que interessa mesmo é até que ponto estás disposta a abdicar disso, mas o que julgo é que isso não acontece só na nossa profissão, muitas outras carreiras, eventualmente até com bem mais visibilidade que a "nossa" o implicam!! E penso que no nosso mundo machista esse abdicar continua a aplicar-se sobretudo as mulheres!! Porque eu não vejo muitos homens preocupados com o dia em que vão ter filhos...
Mas é também a nossa própria biologia que o impõe!! Não acho que devemos lutar contra isso, acho que triunfa quem tem a capacidade de coordenar as duas coisas...sem morrer com um esgotamento nervoso!!

E só para terminar eu prometo que daqui a 3 anos venho ler isto, e redimo-me pelas minhas afirmações:p Ehehe

Tatiana said...

Ai mas que baoas...e que bem que elas "escrevilharam"!!! Havia tanto para dizer sobre a profissão do "investigador"...mas parecendo que não..não me lembro de nada!!! :D....este meu alzheimer precoce......!!!! Não deseperaides minhas baoas....um dia destes ensino-vos a arte do tricot e aí sim.....verão um futuro brilhante pela frente!!!!

É verdade...Sander minha....sempre fizesteS as sabrinas?? Ai a marota!!!

Tatiana said...
This comment has been removed by the author.
Sandra said...

humm, quem é que se inibiu e apagou um comentário? hã? agora que isto estava a aquecer...

Mais, quero mais discussão sobre o assunto!


Sabrinas, claro que ainda não fiz! só qd engravidar ou qd tu engravidares! lol

wm said...

posso fazer eu.
Joaninha: a questão é o que TU queres fazer com a TUA vida. E considerando que neste momento tu já és uma pessoa diferente de quando começaste a ler este comentário, podes imaginar o que vai mudar em ti em 3 anos, e ainda bem!
Se tens uma dúvida, que é bom que tenhas sempre, se queres evoluir , questiona SEMPRE (mantém esses olhos e fronteiras bem abertos!!).
Desculpem lá s não consegui passar...

vamos lá outra vez!
Olás!
Quando comecei esta m.... era muito mais petit, e a minha ingénua ideia da vida (não só da ciência) era muito errada. Agora, que tento ser petit, mas já tenho noção que cresci umas unidades (na noção interior de crescer), e isso faz-me ver, com uma clareza muito maior que na altura (se bem que por vezes ainda acorde com um certo nevoeiro) que a minha vida é para ser VIVIDA a fazer aquilo que eu gosto, que me emociona, que me faz vibrar, que me faz evoluir...
Para mim faz-me vibrar fazer sorrir o outro (mas não quero ser palhaça) se possível no meio de plantas... sim estou louca :D
E isso é óptimo!!

Por isso parece-me que estou (pelo menos neste momento em que escrevo este molho de palavras) mais longe de continuar nesta "carreira" científica agora do que quando comecei. E daí talvez não!!